Caldense 168

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joranal caldense 168

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  • Ano XXVI N 168 Engenheiro Caldas/MG E-mail:[email protected]

    CaldenseJaneiro/ 2012

    Graduao em Medicina por Lislnia Machado

    Pag. 5

    Pag. 2

    www.jornalcaldense.com.br

    Jerusa e

    Leandro disseram

    Sim diante de

    uma igreja lotada.

    A cerimnia

    foi belssima.

    Veja detalhes no

    social.

    Jerusa e Leandro

    A colao de grau em medicina po Lislnia Machado aconteceu em clima festivo no dia 13 de janeiro de 2012, em Vitria /ES, pela Faculda-de Brasileira- UINIVIX. Seus pais,

    Carlos Machado e Rogria Lopes Machado, bem como seus irmos Carlos e Cssio, parentes e amigos, estiveram presentes parabenizando a mais nova mdica da famlia.

    A cerimnia religiosa e a recepo de

    casamento de Sara e Altran

    aconteceram no dia 24 dezembro,

    com um belo jantar servido aos

    convidados. A festa foi belssima.

    Veja mais na Social.

    Ediofestiva

    Casamento de Sara e Altran

    Crnica Buracos, lama, poeira e o revolucionrios Tromba Dgua

    Jos MatiasMaria Jordo Pag. 2

    Crnica

    Pag. 7

    Pag. 6

    Dis

    tribu

    io

    Gra

    tuita

  • 2 Janeiro/2012

    CaldenseFundado em 1986

    www.jornalcaldense.com.br

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    por * Jos Matias

    sempre bom falar do incio desta cidade de como tudo comeou; de nos-sos pioneiros, suas lutas, seus medos...

    No incio, era apenas Santa Brbara. Um povoado simples, pequeno, ingnuo. Santa Brbara era uma criana pequena, uma menininha magrinha e ingnua que, mais tarde, j uma mulher madura, se transformaria em Engenheiro Caldas.

    A menina Santa Brbara comeou com seus bravos pioneiros: cada um em sua rea. Na indstria de transformao, o Joo Cardoso, beneficiando cereais; o Nlson Cruz, fabricando carrocerias de caminho, o Vantuil com sua charqueada, o Zizinho Lomar com aougue, o Z Aguiar fabricando mveis. Na venda de combustveis o Zez do Bar. No comrcio lojista, o Sebastio Arajo, o Divino (meu marido), meu pai Tito, o lson e o Inh-nh e o Z Pacfico. No ramo farmacutico, o Ginico e o Juquita. Na alfaia-taria, o Z Luiz e a Divina. No ramo de secos e molhados, o Z Janurio, o Tato da Rosria e o Carzino. No atacado de cereais, o Nemes e o Braz. No transporte o Ernesto com seu caminho. Consertando os sapatos, o Chico Sapateiro. Na funilaria, o velho Maximiniano, com sua incansvel forja, forjando ferraduras, panelas, funis e lamparinas. Na educao, a Maria Pro-fessora e Salvina.

    E na culinria, Cicinha com sua caarola italiana, Geralda Arajo com as broinhas cariocas, dona Marieta do Inhozinho tambm com as broinhas bolos e chupetas.

    Santa Brbara vivia feliz a no ser o medo da tromba d`gua. Ela chega-va arrasadora. De repente um cavaleiro vindo de Sobrlia dava o alerta:

    Invm uma tromba dgua a! A pequena Santa Brbara estremecia. Ouvia-se um estrondo ensurde-

    cedor vindo no se sabia de onde. E cada habitante tomava as providncias possveis.

    As mulheres juntavam os filhos menores e os homens enturravam as cumeeiras da casa de tudo o que era perecvel.

    Um menino, gritando feito um louco pelo cachorrinho vira-latas sem rabo. Cot! Venha aqui, Cot! E ela chegava: a tromba dgua. Um mar de guas inundando tudo. O

    pequeno, mirrado, tmido e sujo Crrego das Pedras se agigantava, trans-formava-se num oceano amarelo, rugindo ameaador, como se vingando da humilhao a que ns o submetamos todos os dias com nossas fossas, latrinas e dejetos despejados nele.

    O mar de gua engolia pontes e pinguelas, arrastando tudo sem piedade. Uma senhora humilde gritava!: Acode, S Tito! Acode, Santa Brbara! Veja qui mari dgua!... Dois ou trs dias aps o dilvio, o povo de Santa Brbara contabilizava

    as perdas. A fora da natureza, mais uma vez mostrava seu absoluto poder, e como

    dizia o povo: Santa Brbara nos protegera!

    por * Maria JordoCrnica

    TROMBA DGUAO querido amigo Vev, natural daqui mesmo, sempre gasta suas preciosas frias junto

    aos seus familiares que residem bem em frente ao maior buraco da cidade, bem ali no cen-tro. Vev acha a cidade feia e reclama da falta de administrao e do abandono, e prefere culpar o jornalista.

    Essa porcaria de cidade no tem um jornal? Cad o jornalista?L vem ele. Voc vai falar com ele diretamente disse Gegeraldo.O jornalista demorou ao atravessar a rua asfaltada, que estava coberta de lama e cheia de

    buracos. Vev o esperava com uma certa ira, pela sua inrcia diante dos problemas da cidade.Cai a, para sair no jornal! gritou. Que jornal? respondeu o jornalista, j chegando ao boteco.No seu, ora essa! Aqui tem outro?No meu? No meu no, gavio. No meu jornal s coloco coisas boas. Aquele jornal que

    voc conhecia j acabou. Morreu. Pode colocar no jornal da igreja, na revista, no jornal da prefeitura, por que no meu?... No! Todo mundo est ganhando dinheiro com a felicidade alheia, por que eu vou ficar batendo e apanhando sozinho? Sem ganhar nada? Chega!

    Vev colocou a mo na cabea e disse:Se voc, que era o nico que brigava e parou, agora que a vaca vai pro brejo. Olha que o brejo est logo ali na frente. S falta a vaca.No brinque com coisa sria! disse Vev.Vev, o major disse que seu plano era acabar com o jornal, e a Dona Sala fez todos os

    funcionrios da fbrica ficarem inimigos do jornalista. No primeiro ano ele conseguiu bem, mas o silncio est mais lucrativo. Ele que ser esquecido, ento faamos de conta que ele no existe, deixe-o no abandono.

    Eu no acredito que voc entrou no jogo do poder. Esses caras s querem mamar, sem ningum para perturb-los, mas o jornal a voz do povo e sem essa voz o povo fica triste, sem sada. Voc tem de voltar, Z Man.

    Agora que a coisa t boa, voc quer que eu volte para as porradas, sozinho? No! Dei-xa isso para os heris, eu j estou me aposentando. J olhei at um caixo em promoo.

    Vev olha a lama, os buracos, a sujeira. Pensa nos jovens morrendo de dengue, e fica indignado com o jornalista, como se ele fosse responsvel:

    Eu no acredito que estou ouvindo isso. O jornalista como um soldado: luta at a morte.A prefeitura do outro lado, Vev. Vai at l e fala direto com o cara. T com medo?

    Ele no o dono da cidade, s um funcionrio eleito para gastar o dinheiro do povo. Voc sabe que tem de envolver o povo e mostrar o desgoverno.T bom, Vev. Voc vai fazer alguma coisa, eu vou colocar o seu nome, e vamos

    fazer um protesto.O cliente Zpinos, com uma cerveja na mo, disse l do canto: Por que vocs no plantam umas bananeiras no centro da rua? um bom protesto.Boa idia disse Gegerado. Eu tenho as mudas, podem pegar l.Seu irmo Frazin Jnior riu e disse que ajudava, achou o protesto criativo, mas ponde-

    rou imediatamente:Meu posto l na Pretobrs alto e gosto do que fao. No quero perd-lo.Ficou tudo preparado. A parte do jornalista era s fotografar e pr na primeira pgina.

    As demais aes ficariam a cargo dos revoltosos. Todos iriam protestar escondidos. S o jornalista apareceria e teria as represlias, porque, mesmo que os outros faam algo, o jornalista sempre o culpado.

    Minutos depois, Gegeraldo, passando um pano sujo no balco, disse: Mudei de idia, no vou dar as minhas mudas de bananas, e vocs no iro fazer nada,

    pois temos problemas muito maiores. Nossos jovens esto virando zumbis. Muitos esto sendo presos, e ningum v isso. Nem querem saber. A famlia caldense est desmoronando uma a uma, e no h a quem pedir socorro. A escola j foi roubada mais de cem vezes, por jovens filhos de trabalhadores, a Guarda-Mirim est se acabando e as autoridades esto como avestruzes, com a cabea enfiada no buraco. Ento, meus caros, esses buraquinhos ali, e essa laminha de nada, no so nada perto da sujeira que assola a cidade.

    Ento deixa o buraco? perguntou o revolucionrio Vev, com raiva, concordando com os covardes soldados de Branco Leoni.

    Naquele momento, um belo carro preto se encosta e dele desce o deputado Benetido Arnaldo, e o jornalista, sem pensar, diz para Vev:

    Chegou o homem com quem voc vai reclamar agora.Ele realmente desabafou. Antes que o deputado entrasse no boteco, ele comeou a falar,

    citando todos os problemas que a cidade tem. O deputado ouviu calado, e depois desabafou com uma s frase:

    Est assim, porque esta cidade no tem homem.O boteco estava cheio e ningum disse nada. E o pior que ningum ficou ofendido.

    Buracos, lama, poeira e os revolucionrios

    Crnica

  • 3Janeiro/2012

    No incio do ano, a estrada de So Jos do Accio ficou intransitvel, devido a uma cratera que se formou, logo nos seus primeiros metros da BR-116.

    A prefeitura colocou cacos de tijolos para o local ficar transitvel, mas logo o

    buraco vai aumentar. Moradores reclamaram que a estrada

    de pssima qualidade e est sem manu-teno h mais de trs anos, e por isso est toda esburacada, em toda a sua extenso.

    A prefeitura est remendando.

    Centro da cidade est cheio de lama, poeira e buracos

    Os comerciantes da Avenida Padre Pina do Amaral, em Engenheiro Caldas, vivem um drama sem precedentes: devido s ltimas chuvas, a rua, que antes era asfaltada, hoje se encontra toda cheia de buracos e de lama, se tornando intransitvel.

    Quando chega o sol, a lama vira poeira e fica impraticvel manter